sexta-feira, 3 de abril de 2015

Politica de segurança de pacificação não garante a paz

Fotos Reprodução do facebook


Eduardo de Jesus Ferreira, morador do Complexo do Alemão, teve a vida interrompida aos 10 anos de idade. Estudava no CIEP Maestro Francisco Mignome e participava com frequência das atividades da ONG Ação da Cidadania, situada também em um espaço cedido por sua escola. Ele era um menino que gostava de brincar, mas também de fazer a diferença na vida das pessoas. De acordo com Camila Oliveira (Só Felicidade), coordenadora do Projeto Anjos do Bem do qual o menino participava, Eduardo gostava de acompanhar o grupo em visitas aos asilos e em ações que promovessem a cidadania.

 Tão pequeno, mas tão grande! Sua memória deve ser lembrada como a de uma criança que buscou ao máximo viver em sua plenitude, que buscou se aprimorar a cada dia.
Não podemos aceitar que a morte de Eduardo de Jesus Ferreira vire apenas mais uma estatística. Não podemos aceitar que nossas crianças sejam impedidas de se desenvolver por completo por causa da violência. Até quando vamos permitir que nossos jovens, negros, pobres e moradores de favelas tenham suas vidas arrancadas por causa dessa guerra? Até quando?
Hoje, mais uma vez, o dia na cidade do Rio de Janeiro, amanhece nebuloso, não pelo tempo, mas porque não encontramos horizontes que nos encham de perspectivas para um futuro melhor e mais humano. Para você que diz que esse menino não deveria estar na rua, eu tenho algumas perguntas a fazer:

Você conhece a realidade da favela?
Você sabe quantas vezes tem operação e trocas de tiro por semana?
Você acha que as pessoas devem ficar em suas casas?
Então, vamos nos preparar!
Ninguém mais vai sair para trabalhar, estudar, brincar, ou seja, as pessoas não vão mais viver!
Declaremos a morte simbólica de nossas crianças e de todos os moradores que perderam o direito de ir e vir!


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